Até onde vai a arte? Existem limites conceituais/éticos/morais que determinam uma linha de separação entre a arte e a marginalidade?
Começou no último domingo (26) a 28º Bienal Internacional de São Paulo, considerada, junto com a Bienal de Veneza e a Documenta de Kassel, um dos principais eventos do circuito artístico internacional. A edição deste ano, embora pouca gente saiba, tem como tema "Em Vivo Contato", e ficou conhecida como a "Bienal do Vazio".
Até aí tudo bem. O problema todo começou quando cerca de 40 visitantes, aparentemente prestigiando as obras, começaram a pichar o segundo andar do pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera. Desses, 20 foram pegos pela polícia e retidos próximos ao guarda-volumes; esse grupo, então, quebrou uma vidraça e escapou. Apenas uma garota foi levada à delegacia.
Toda essa confusão entre polícia e pichadores traz à tona uma velha polêmica: o que é e o que não é arte?
A questão principal é: existe uma linha que informa claramente onde termina a arte e onde começa o vandalismo? É possível definir padrões éticos, morais e culturais acerca do que é e o que não é arte? Restringir expressões artísticas marginalizadas como a street art não seria "adestrar" o conceito artístico dentro de padrões que agradem a todos, desvirtuando assim o conceito intrínseco da genuína expressão artística?
Por outro lado, patrimônios públicos que são, teoricamente, pertencentes a todos, estão sendo alvo de pichadores, stickers (coladores de adesivos) e depredadores, tudo "em pról da liberdade artística".
E você, leitor, acredita que a pichação deve ser encarada como manifestação artística ou como vandalismo? Deixe seu recado!
Talita Virginia/Folha Imagem
Escrito por: Felipe Attílio, em 28/10/2008, às 15:25:40 ( 2 ) comentários