Está prestes a chegar no Brasil o Google Business Photos. Calma, não é
mais uma rede social voltada para carreira profissional, ou algo assim,
muito pelo contrário. Trata-se de uma ferramenta bem legal que será
implementada ainda este ano. A ideia é basicamente a mesma proposta do Street View, porém mostra o
interior de lojas, restaurantes, hotéis, para que o cliente tenha uma ideia de como
o local realmente é não só pela fachada. O Bing já havia lançado o Photosynth uma ferramenta parecida com esta, que permitia aos donos de restaurantes, lançarem fotos panorâmicas do local, por isso.
Confira o vídeo de demonstração de mais uma novidade do Google.
Escrito por: Livya Avelar, em 01/08/2011, às 13:56:42 ( 0 ) comentário
A Hitwise apresentou um estudo realizado no Reino Unido onde comparou o número de visitas a um site com o número de fãs no Facebook. Segundo o relatório, os dados mostraram que um fã no Facebook aparentemente é igual a 20 visitas adicionais para o site ao longo de um ano. Então, se você tem mil fãs no Facebook, isso significa um extra de 20 mil visitas ao seu site.
Para chegar a figura de um fã = 20 visitas extras, foram analisados o top 100 varejistas classificados no Hitwise Shopping e comparado o número de fãs dessas marcas em sua página do Facebook e o número de visitas ao seu website através de uma metodologia criada pela Hitwise.
Escrito por: Livya Avelar, em 28/06/2011, às 16:09:26 ( 0 ) comentário
Você conhece o "Fortune 50"? É um ranking das 50 empresas mais admiradas do mundo, promovido pela revista americana Fortune através de votação realizada com empresários de todo o mundo. Veja abaixo o ranking completo ou clique aqui para ir para a página da Fortune:
1Apple
2Google
3Berkshire Hathaway
4Southwest Airlines
5Procter & Gamble
6Coca-Cola
7Amazon.com
8FedEx
9Microsoft
10McDonald's
11Wal-Mart Stores
12IBM
13General Electric
14Walt Disney
153M
16Starbucks
17Johnson & Johnson
18Singapore Airlines
19BMW
20American Express
21Nordstrom
22Target
23J.P. Morgan Chase
24Nike
25Goldman Sachs Group
26PepsiCo
27Caterpillar
28Cisco Systems
29Costco Wholesale
30UPS
31Nestlé
32Intel
33Toyota Motor
34Exxon Mobil
35Volkswagen
36Best Buy
37Marriott International
38Samsung Electronics
39Deere
40Netflix
41Wells Fargo
42Honda Motor
43DuPont
44Yum Brands
45eBay
46Sony
47General Mills
48Oracle
49*Accenture
49*Lowe's
* As duas últimas marcas apresentaram empate técnico no resultado.
Pois bem, 47 destas marcas não disponibilizam para seus clientes seus números para contato na homepage de seus sites, e algumas delas não possuem nenhum link para "Contato" ou "Fale Conosco".
Ainda existem clientes rodando pelos sites em busca de um simples número de telefone ou por uma forma de contato. Isso pode ser uma estratégia da empresa para navegação no próprio site ou é mais um pequeno erro vindo de grandes marcas?
Escrito por: Livya Avelar, em 28/06/2011, às 15:24:20 ( 0 ) comentário
Segundo estimativas do IAB Brasil, acesso via mobile será triplicado este ano
O ano de 2010 foi das redes sociais. O de 2011 será do mobile, dos tablets e das TVs como media center. A avaliação é da IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau Brasil), que apresentou na manhã desta terça-feira (1º) o balanço de mídia interativa do último ano e as projeções para 2011. Dados compilados pela instituição apontam que a internet teve desempenho positivo de 29% em 2010 no comparativo com 2009 e continua sendo a mídia que mais cresce em investimento. A rede fechou 2010 com 73 milhões de usuários e a previsão é que, em 2011, 81 milhões de pessoas tenham acesso a ela.
“A internet chegará a um momento em que terá 100% de penetração, assim como o mobile [que conta com 202 milhões de linhas hoje, 104,68 celulares a cada grupo de 100 habitantes]. Esperamos um crescimento razoável de 25% para a rede em 2011. Ela foi um marco de referência para a sociedade no último ano, na busca de notícias, em transações comerciais e no relacionamento social”, afirmou Fábio Coelho, presidente da IAB Brasil.
No bolo publicitário, a rede teve representação de 4,49% do total, atrás de TV aberta (63,11%), jornal (12,48%) e revista (7,37%). “Houve uma pequena participação no bolo se comparado com outros meios. Mas os jornais já apresentam erosão. A TV aberta teve maior participação devido à Copa do Mundo”, justificou Coelho.
Agora, o desafio é trabalhar produção de conteúdo para mídia digital e melhorar as condições do parque brasileiro de celulares e de acesso à internet. Para Coelho, o ponto-chave é utilizar a internet para gerar eficiência. “O acesso à rede via mobile irá triplicar em 2011. O crescimento na internet é natural e temos muitas oportunidades. A rede possibilita que seus usuários fiquem melhor informados, mais conectados e pode gerar eficiência em vários aspectos, desde detalhes coloquiais até grandes processos. A internet pode ajudar a desburocratizar o Brasil”.
A previsão é que as mídias digitais representem 10% do bolo publicitário em 2011. “A expectativa mínima é que a rede feche com 6%, podendo tranquilamente chegar a 10%. A TV teve maior share de mercado em 2010 devido à Copa do Mundo. Mas temos uma população 100% engajada para o uso da rede”, apontou Fabia Juliasz, vice-presidente da área de fornecedores do IAB Brasil.
As redes sociais – Orkut, Facebook, Twitter, entre outras - são ferramentas que precisam ser exploradas pelas empresas, incluindo o varejo. Mas, não basta publicar uma série de informações. Os empresários precisam orientar o cliente e chamar a sua atenção de maneira criativa. “Não é só para publicar ofertas. Isso todo mundo faz. O empreendedor precisa agregar valor”, afirma Ricardo Pastore, diretor da consultoria de planejamento estratégico Growbiz.
Dados de uma pesquisa realizada pelo Altimer Group e Wetpaint para a revista Business Week com as 100 empresas mais valiosas ao redor do globo mostraram que os empreendimentos que investem em mídias sociais apresentam melhores resultados e receitas finais mais recheadas. Em média, empresas que investiram em mídias sociais cresceram 18% em um ano, enquanto aquelas que investiram pouco nas redes tiveram queda de 6%, em média, em suas receitas no mesmo período.
“É preciso alertar as empresas, de quaisquer portes, para a eficiência e relevância das redes sociais”, diz o especialista em tecnologia de informação Luís Fuzaro. “Há um benefício bastante grande em usar esse tipo de tecnologia porque agiliza os processos de negócios”, completa. Para o especialista, as redes sociais, desde que utilizadas adequadamente, evitam duplicidade de informação, aumentam o trabalho colaborativo e melhoram os repositórios para criar um conhecimento coletivo da empresa.
Segundo Fuzaro, melhorar o conhecimento coletivo é essencial para criar potencial e diferencial competitivo. “A empresa consegue melhorar os custos e a agilidade de processos de negócios”, afirma.
Para o pequeno empresário, o uso dessas ferramentas pode ser aproveitado para uma série de fatores. Para Fuzaro, é pertinente ao pequeno empreendedor investir nesse tipo de tecnologia porque essas redes permitem expansão do mercado, melhor relacionamento com os clientes e fornecedores e redução de custos, sem falar no uso possível para campanhas de marketing. “Ainda, não podemos esquecer que empresas mais alinhadas com o uso de novas ferramentas e antenadas no avanço tecnológico acabam atraindo mais recursos”, completa.
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Havia uma época onde se discutia sobre a participação das empresas na internet. Hoje a questão é outra. Como fazer bom uso das diversas ferramentas que a rede oferece? Acompanhando esta dúvida também estão outras fórmulas muito procuradas por todas as marcas, como: atrair a atenção do público, amigos, seguidores, indicadores e influenciadores dentro da mídia escolhida.
Segundo o IBRAMEC - Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado 65% das empresas já se renderam as redes sociais, mas as que realmente acreditam que elas podem ser indispensáveis somam apenas 7% do total. O erro mais comum que deriva deste pensamento é deixar a manuntenção dos perfis da empresa sobre responsabilidade de um colaborador, que apesar da boa intenção, nem sempre possui experiência necessária para este tipo de administração.
Não basta apenas estar presente no Twitter, Facebook, Orkut, Youtube e outras diversas redes sociais, é preciso saber gerar bons conteúdos sobre assuntos pertinentes, para que o usuário não se entedie dos assuntos postados e não se sinta subestimado por notícias ou sugestões sem sentido. A atualização constante e interessante do perfil da empresa proporciona credibilidade à marca e entra na rede da crítica de forma positiva.
Presença nas redes sociais não é o bastante se não houver estratégia
Os custos para gerenciamento de perfis nas redes sociais variam de acordo com as preferências e exigências de cada empresa, pois cada público deve ser abordado de forma peculiar, assim como em todas as outras mídias.
É importante ressaltar que as redes sociais possuem como principal finalidade o auxilio ao planejamento de campanha, pois os usuários ainda não migraram totalmente para as novas tecnologias e novidades, portanto, antes de iniciar uma ação através dessa nova forma de interatividade é preciso buscar auxílio de profissionais com experiência em marketing digital e principalmente que apresente bons resultados baseados em cases de sucesso já desenvolvidos.
A Burson-Marsteller lançou recentemente o estudo que descreve a maneira como as 100 maiores empresas do mundo (em receita) segundo o ranking da revista Fortune utilizam as mídias sociais. Foram 48 empresas da Europa, 29 dos Estados Unidos, 20 da Ásia e 3 da América Latina. Os dados foram coletados entre novembro de 2009 e janeiro de 2010. O resultado é bem interessante.
Segundo a pesquisa:
• 79% das empresas utilizam pelo menos uma plataforma de mídia social. A maior incidência é na Europa, com 88%, seguida pelos EUA, com 86%. A Oceania é onde houve a menor incidência, com a presença de apenas 50% das empresas. Apenas 20% utilizam as 4 plataformas avaliadas (Twitter, Facebook, Youtube e blogs corporativos).
• A plataforma mais utilizada é o Twitter, com presença de 65%. Logo em seguida, vem o Facebook (54%), Youtube (50%) e blogs corporativos (33%).
Twitter
• Das empresas que utilizam a ferramenta (65%), a média é de 4,2 contas, sendo que empresas como AT&T, Nokia e Samsung possuem pelo menos 15.
• Das européias e norte-americanas, mais de 70% utilizam o serviço de microblogging. A menor afinidade está entre os asiáticos (40%), que utilizam, principalmente, para se comunicar com seus stakeholders ocidentais.
• A média de tweets é de 27 por semana e 38% das empresas reponde às micropostagens de outros usuários.
• A média de seguidores por empresa é de 1.489, e a de pessoas seguidas é de 731.
Facebook
• Menos popular do que o Twitter (54%), o Facebook tem maior aderência nos EUA, onde 69% das empresas possuem uma fan page.
• Apenas 59% das empresas presentes no Facebook mantém suas páginas ativas, com uma média de 3,8 posts por semana.
• O números de seguidores é maior do que o do Twitter. A média é de 41.000 seguidores nas fan pages das 100 maiores empresas.
YouTube
• Metade da amostra tem um canal no YouTube. Entre as norte-americanas, 59%, e entre latino americanas apenas 33%.
• 68% das que possuem um canal possuem atividade freqüente. A média é de 10 vídeos ao mês.
• Os vídeos postados por essas empresas tem, em média, 40.000 views por mês.
Blogs Corporativos
• Apenas 1/3 das 100 maiores possui blog corporativo. O número cresce entre as asiáticas, com 50% e cai entre as européias, com apenas 25%.
• A média de posts mensais é de 7. Entre os asiáticos – que mais utilizam o serviço – é de 14.
Novas tecnologias possibilitam expansão do negócio, e o crescimento da empresa:
Em uma manhã de julho, em que os termômetros na cidade de Santo André, na Grande São Paulo, registram 14 graus, o movimento nos quatro andares da fabricante de máquinas de sorvetes Finamac é intenso. Nos últimos 19 anos, os operários não trabalhavam em pleno inverno. Eram liberados em fevereiro e voltavam apenas no segundo semestre, quando começavam a pingar os pedidos para o verão. Mas, neste ano, os 29 funcionários não tiveram folga. A sazonalidade, enfrentada desde a fundação da empresa, em 1989, deixou de ser um problema. Por trás dessa mudança está o empresário Marino Arpino, 50 anos, e uma aliada: a internet.
Durante toda a década de 90, Arpino apostou nas feiras do setor de alimentação para atrair clientes. Pagava R$ 20 mil por inscrição, mas fechava poucos contratos. A partir de 2000, concentrou suas energias no site. Também não funcionou. A virada aconteceu em 2007, quando Arpino descobriu o Google. O principal site de busca do mundo oferecia uma ferramenta de divulgação poderosa, o link patrocinado. Quando um usuário da rede faz uma pesquisa no buscador, os anúncios das empresas relacionados ao tema procurado aparecem no topo da tela. Gustavo Silva, proprietário da Concórdia, uma padaria de Quaraí, na divisa do Rio Grande do Sul com o Uruguai, entrou no site do Google, escreveu as palavras “máquina de picolé” e encontrou o link da Finamac. “Fechei no mesmo dia a compra de duas e depois encomendei mais três”, afirma.
Arpino começou tímido, investindo R$ 1 mil por mês, e cometeu um erro muito comum aos principiantes nesse tipo de marketing. As campanhas iniciais, vagas, não apareciam em busca nenhuma. “Eu misturava padaria, bar, restaurante, tudo que pudesse ter ou vender sorvete.” Então ele percebeu que os resultados poderiam ser melhores se tivesse foco. Bolou uma estratégia usando as expressões “comece seu próprio negócio”, “oportunidade de verão” e “desemprego.” E outras nove para diferentes públicos. Era o caminho para bombar na web. “Passei a receber dez e-mails por dia. Quanto mais gastava com os links, mais e-mails recebia”, diz.
A possibilidade de vender para lugares distantes, no Brasil e no mundo, o fascinou. Até então, as exportações representavam 5% do seu faturamento anual de R$ 2,5 milhões e seguiam para quatro países da América do Sul. Depois de traduzir suas campanhas no Google para o inglês e o espanhol, a receita pulou para R$ 4 milhões no ano passado e as exportações chegaram a R$ 800 mil — 20% do total. Da fábrica, saíram máquinas para os Estados Unidos, México, Israel e países do Leste Europeu. Para ganhar o mundo, ele adotou outra ferramenta, o VoIP, tecnologia que permite fazer ligações gratuitas pela internet para qualquer ponto do planeta. Em dois anos, a conta de telefone caiu 40%.
Como resultado dos R$ 10 mil que gasta por mês nos links patrocinados, Arpino recebe diariamente 30 e-mails de pessoas do mundo todo interessadas em seus produtos. “Se investisse mais, o resultado seria até maior. Mas minha empresa ainda não tem estrutura para atender a muitos pedidos. A capacidade mensal de produção é de 40 máquinas”, afirma, sem reclamar. Neste ano a Finamac espera faturar R$ 5 milhões. “O importante é que competimos de igual para igual com os italianos, que sempre foram referência no setor de sorvetes.”
Nas duas décadas que separaram a criação da Finamac da conquista de novos mercados o mundo mudou. Completamente. Aprendemos a conviver com blogs, Google, Orkut, Twitter, Skype. Hoje não basta ter um site. Com a web 2.0 é preciso estar conectado com todos esses recursos — e isso é muito mais simples, rápido e lucrativo do que se imagina. Até montar um site ficou fácil. Existem pacotes prontos no mercado a partir de R$ 8. “Acredito que atualmente seja possível montar e operar uma empresa com 20% a 30% do custo necessário há 20 anos”, diz o pioneiro do comércio eletrônico brasileiro, Jack London (leia seu perfil na pág. 4). As ferramentas da internet estão disponíveis para grandes e pequenas empresas: quem usá-las melhor é que vai se dar bem. “O problema é que as pequenas esperam que dê certo nas grandes antes de arriscar quando, na verdade, podem adotar as inovações de uma forma mais rápida por não ter tanta burocracia, afirma Sílvio Meira, cientista chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife.
Mais um caso de sucesso, que usa a internet como único canal de contato com os clientes:
Os amigos Tiago Teixeira e Tullio Dalpiaz precisaram de R$ 80 mil para abrir, em junho de 2005, a Urban Store, loja online de acessórios e equipamentos para skate que deve faturar R$ 1,5 milhão neste ano. Alugaram uma sala de 45 metros quadrados, contrataram um funcionário, montaram um estoque mínimo e colocaram o site no ar. Tinham 28 anos, um diploma de administração e a vontade de tocar o próprio negócio. Hoje eles trabalham lado a lado em uma sala quase vazia de uma casa recém-alugada em Moema, bairro nobre de São Paulo. De calças jeans largas e uma camiseta sobre a outra, Teixeira fala rápido, arruma de tempo em tempo o boné preto que tem enterrado na cabeça e não tira os olhos do notebook, cercado por dezenas de post-its amarelos colados na mesa. Eles riem ao lembrar dos primeiros passos da Urban. “No início foi difícil, demorou para ganharmos a confiança dos fornecedores e para as vendas deslancharem. Ficávamos olhando para a tela do computador, esperando entrar algum pedido e, de vez em quando, um perguntava para o outro: ‘E aí, meu, nada? Nada...’, lembra Teixeira, esparramado na cadeira.
Mas os sócios acreditavam no potencial do negócio. Sabiam que o skate é o segundo esporte mais praticado no Brasil, depois do futebol. Tinham um público importante para conquistar, formado por jovens entre 12 e 24 anos, que já nasceram com a internet. Faltava apenas encontrar a melhor forma de dialogar com os potenciais consumidores. Além de investir em links patrocinados e em sites de skate, Teixeira e Dalpiaz criaram uma comunidade para a Urban Store no Orkut, rede de relacionamento que pertence ao Google e é a mais usada no Brasil. “O Orkut é uma das melhores ferramentas para interagir com nosso público”, afirma Teixeira. “Colocamos uma lista com as marcas que vendemos, o link para o nosso site, avisamos sempre sobre as promoções e as novidades que chegam à loja e fazemos enquete. Tudo sem custo, só investindo tempo.” A comunidade reúne mais de 400 membros e gera 1.500 visitas por mês para a Urban. No início do ano, Teixeira e Dalpiaz resolveram ir além e compraram no Orkut um banner, usando sistema similar ao dos links patrocinados — eles compram termos como “skate” e “cultura urbana” e o anúncio aparece em todos os perfis e comunidades que incluam a palavra. “Pagamos, em média, entre 10 e 20 centavos toda vez que alguém clica no banner. E ganhamos mais 700 visitas mensais à nossa loja”, diz Dalpiaz.
A estratégia deu certo. A Urban, que no primeiro ano faturou R$ 130 mil, fechou 2008 com vendas de R$ 850 mil. “Crescemos 40% em relação a 2007 e metade disso é resultado dos nossos investimentos em links patrocinados e no Orkut”, afirma Teixeira, enquanto confere no notebook mais um pedido que acaba de chegar. Assim ficam eles, conectados o tempo todo. “Sou apaixonado por surfe, e neste fim de semana fui para a praia com minha prancha, meu laptop e a internet 3G. Posso cuidar da loja estando em qualquer lugar do Brasil e do mundo”, conta Dalpiaz, abrindo um sorriso tímido no rosto bronzeado.
A Urban recebe, em média, mil pedidos por mês. As roupas, tênis, shapes e rolamentos vendidos são embalados em caixas de papelão, junto com a nota fiscal, antes das 14 horas, quando passa um furgão dos Correios para recolher os pacotes e enviá-los aos quatro cantos do Brasil. “Vendemos muito para o interior. A falta de opção acaba fortalecendo o mercado virtual”, afirma Dalpiaz. Os jovens trabalham no mínimo 12 horas por dia. Respondem aos 80 e-mails que recebem diariamente, liberam os pedidos, negociam com os fornecedores e cuidam do marketing e das finanças. Para tocar a empresa, os sócios têm a ajuda de apenas quatro funcionários. Todos andam de skate. “Quem compra na internet é muito mais informado que o consumidor da loja física. É preciso entender muito bem do que se vende.”
Com as mídias sociais e os outros recursos que surgiram, o consumidor passou a ter um poder que não tinha. “Ele pode pesquisar sobre produtos, fazer comparações de preço, saber o que os outros pensam a respeito de uma empresa.” afirma Carlos Nepomuceno, coordenador do Instituto de Inteligência Coletiva. Tudo isso usando apenas um computador ou um celular conectado à rede.
Se as pessoas se comunicam de um jeito novo, de que adianta falar com elas como no passado? Se não compram mais como antigamente, por que insistir em vender como antes? A mudança de comportamento do consumidor força a uma mudança nas empresas. E quem ainda não se deu conta disso provavelmente já ficou para trás. A boa notícia é que atualmente não há mais necessidade de intermediários. Com as ferramentas da internet, o empreendedor fala direto com quem interessa. “A interação com os consumidores em comunidades digitais é uma grande oportunidade”, diz Clay Shirky, escritor e professor de novas mídias sociais da New York University. “Muitas empresas dizem que não gostam de se expor, mas elas têm que se expor”, afirma Guilherme Ribenboim, presidente do Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil) e do Yahoo! América Latina.
As mulheres tem, ao longos dos anos, conquistado cada vez mais espaço na publicidade - Ok, mas isso não é novidade pra ninguém. Curioso mesmo foi o resultado de uma pesquisa divulgada em gráfico pelo escritor David McCandless, que demonstra um claro domínio feminino presente nas plataformas sociais. Segundo ele, as mulheres dominam 12 dos 17 espaços de mídia social visualizados. Apenas o Digg e YouPorn tem maioria masculina – o que era de se esperar!
Enquanto isso, o Ning, Facebook , oDelicious e até mesmo Twitter são utilizados pelo público feminino. Reflexo de outro estudo específico feito na plataforma de 140 caracteres, quando a Universidade de Harvard divulgou que homens são mais seguidos no Twitter do que mulheres .
Em contrapartida, o site Proxxima news, publicou uma matéria relatando que embora a maioria do público seja feminino, o mesmo não consegue assimilar este tipo de intervenção na internet como mídia e em sua maioria não é atingido. A evidência é que, cada vez mais, é compreensível como ambos os sexos possuem percepções distintas de navegação.
A imagem abaixo representa a participação feminina nas mídias sociais:
Escrito por: Laís Ramos, em 06/10/2009, às 13:21:19 ( 1 ) comentário